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    Até 2020, a DPOC será a terceira principal causa de morte

    Até 2020, a DPOC será a terceira principal causa de morte

    DPOC – Doença pulmonar obstrutiva crônica

    Doença atinge 40 mil pessoas por ano. No dia 19 de novembro é lembrado o Dia Mundial de Combate à DPOC

    De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), até 2020 a Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC), popularmente conhecida como bronquite crônica ou enfisema, será a terceira principal causa de morte, superando algumas doenças como por exemplo as infecções respiratórias, câncer de pulmão e acidentes de trânsito. No Brasil, estima-se que a DPOC seja responsável por aproximadamente 40 mil mortes por ano, o equivalente a quatro pacientes por hora. No dia 19 de novembro é comemorado o Dia Mundial de Combate à DPOC.

    A doença geralmente começa a se manifestar a partir dos 40 anos e o tabagismo é o principal fator de risco. Além dele, a exposição à poeira ambiental, poluição e fumaça de fogão à lenha também devem ser considerados. De acordo com o pneumologista Prof. Dr. Marcelo Ceneviva Macchione, responsável pela Disciplina de Pneumologia da Faculdade de Medicina de Catanduva, nem todos os fumantes desenvolverão a doença. “Apenas 15 a 20% dos fumantes desenvolverão a DPOC pois não basta apenas a fumaça do cigarro, é necessário ter uma predisposição genética.”

    Os sintomas da DPOC incluem tosse e falta de ar, principalmente durante o esforço. No começo da doença o cansaço é atribuído à idade e ao sedentarismo, o que atrasa a procura por atendimento e, consequentemente o diagnóstico. Com o passar do tempo, podem se intensificar a ponto de comprometer as atividades diárias do indivíduo, como tomar banho, passear pela casa e trocar de roupa. Quando a patologia já está em uma fase avançada, a falta de ar está presente mesmo quando a pessoa está em repouso.

    Apesar de muito frequente, a DPOC ainda é uma doença subdiagnosticada. “O diagnóstico de DPOC é confirmado através da espirometria, que ainda é um exame desconhecido para a maioria dos médicos. De acordo com um estudo realizado na cidade de São Paulo (PLATINO), dentre os indivíduos que tinham indicação de fazer espirometria, somente 12% tinham feito. Os outros 88% que apresentavam sintomas sugestivos da doença nunca tinham ouvido falar do exame!” destaca o Dr. Marcelo.

    Embora seja uma doença crônica e que compromete a qualidade de vida dos doentes, o tratamento atualmente disponível melhora os sintomas, principalmente a falta de ar, reduz a progressão da perda da função pulmonar, melhora a qualidade de vida dos portadores e reduz significativamente as exacerbações. “Todos os portadores de DPOC têm direito ao tratamento gratuito, fornecido pelo governo estadual, desde que corretamente diagnosticados”, conclui o especialista.

    Números da DPOC
    • Mais de oito milhões de pessoas são acometidas pela doença no Brasil;
    • 40 mil brasileiros morrem por ano vítimas da doença, o que estatisticamente resulta em uma pessoa a cada quatro horas;
    • A doença aumenta em 2,37 vezes o risco de um infarto ou Acidente Vascular Cerebral (AVC);
    • Apenas 350 mil pessoas são diagnosticadas com a DPOC no Brasil;
    • 370% foi o aumento no número de casos nos últimos 20 anos;
    • 3ª causa de morte no mundo até 2020, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS);
    • O tempo médio que os pacientes levam para descobrir que possuem a DPOC é 17 anos.

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