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    Doenças neurológicas. Sono e fadiga e a sua influência ao volante.

    Doenças neurológicas. Sono e fadiga e a sua influência ao volante.

    O sono é um fenômeno variado e complexo, em que o ser humano gasta quase um terço da sua vida, mas que a dada altura da vida causa problemas a cerca de 13 milhões de espanhóis.

    Os distúrbios do sono são, em muitos países, a primeira causa de morte por acidente de trânsito, e também por falta de descanso ou devido à sonolência diurna que produz a “síndrome de apneia-hipopneia do sono”.
    Um em cada três condutores já sentiu um sono preocupante ao volante.

    A partir dos 50 anos é necessário dormir menos durante a noite, porém o sono é mais dificilmente controlado durante o dia.

    Já está provado que as pessoas toleram que se lhes vá subtraindo horas de sono, pouco a pouco, no máximo de uma hora e meia, mas quando se atinge o limite das cinco horas e meia de descanso, começam a sentir-se mal.

    Há um sono absolutamente necessário que é aproximadamente de seis horas.

    Atualmente, a juventude priva-se de muitas horas de sono, dado que no fim-de-semana pode passar uma noite sem dormir e descansar no dia seguinte.

    Esta situação provoca perda da estabilidade no ciclo de sono-vigília, com repercussões físicas e anímicas graves nos dias posteriores enquanto o jovem está desperto, com risco de acidente de viação.

    O sono insuficiente provoca alterações neuro cognitivas, como sonolência diurna excessiva, humor alterado e um maior risco de acidentes laborais e de viação.

    As pessoas com “insônia crônica” provocam, em média, duas vezes mais acidentes do que as que dormem bem. Se a isso se acrescentar uma refeição opípara ou excesso de trabalho o problema é agravado.

    A sonolência implica um fator de risco de suma importância, e a maior parte das causas que a originam são susceptíveis de prevenção.

    O condutor deverá estar sempre preparado para responder corretamente perante um imprevisto ou uma situação que possa ser “limite” e que com os distúrbios do sono não lhe será possível.

    A fadiga:

    Diminui a capacidade de atenção, favorece os equívocos ao executar as manobras e obriga a assumir mais riscos. Calcula-se que entre 20 a 30% dos acidentes se devam à fadiga.

    Causas:

    A maioria dos acidentes de viação são provocados pela conjunção de vários fatores, entre os que se destaca conduzir sob os efeitos do álcool, a fadiga, a velocidade desadequada para as circunstâncias do trânsito e a distração.

    Sabe-se que cerca de 40% dos condutores não descansam nas viagens após três ou mais horas ao volante.

    A fadiga é o resultado final de variadas circunstâncias como sono, excesso de trabalho, o uso de medicamentos, stress, alterações nas horas laborais. O sono está entre as cinco primeiras causas de acidentes com vítimas.

    A fadiga aumenta com refeições pesadas, roupa desadequada, calor excessivo e luz das horas do meio do dia, grande número de horas a conduzir ou a trabalhar, rotina ao realizar muitas vezes o mesmo itinerário, monotonia das grandes retas.

    Existem quadros clínicos de distimia e fadiga crônica, caracterizados porque o paciente se queixa de cansaço, falta de energia, fadiga e sonolência, que se associam à deterioração do estado de ânimo com falta de interesse.

    A fibromialgia é mais frequente em mulheres e caracteriza-se pela dor e rigidez do tronco e extremidades e pode ser associada a distúrbios do sono. Geralmente, são condutoras queixosas e cansadas.

    Sintomas de fadiga:

    O condutor tem dificuldade em concentrar-se na estrada e realiza manobras quase inconscientes, com menor percepção de sinais, luzes, sons, distâncias e tempo.

    Reduz-se a quantidade, qualidade ou eficácia na execução de manobras e a capacidade de reação.

    Surgem estados pessoais desagradáveis, tais como aborrecimento, ansiedade, instabilidade, aturdimento e maior aceitação do risco.

    A fadiga excessiva produz olhos pesados com piscar de olhos quase constante, cefaleia, zumbido dos ouvidos, sensação de braços e pés dormentes, necessidade de se deslocar de carro, que sempre é acompanhada de maior ou menor perda de atenção, e necessidade de esfregar a cara.

    Nesta situação, é obrigatório parar e descansar.

    Conselho sobre o sono e a fadiga.

    Nas viagens deverá descansar-se 20 minutos a cada duas horas de condução ou a cada 150 ou 200 quilômetros.

    As pessoas idosas deverão fazê-lo a cada hora ou hora e meia, e quando se viaja com crianças pequenas há que descansar com mais frequência.

    Durante as pausas é conveniente dar um passeio durante 10 ou 15 minutos e, no caso de o condutor ter sono, deverá fazer uma sesta. Também deverá beber água e lavar a cara.

    O habitáculo deverá ser ventilado e se fizer calor deverá ligar o ar condicionado.

    Nas viagens é de evitar refeições opíparas, álcool, e medicamentos que provocam sono.

    O condutor pode falar com os passageiros de modo descontraído, mas sem se envolver demasiado na conversa e deverá evitar música demasiado relaxante.

    Se sentir sono, o melhor será parar e dormir um bocado e, se algum passageiro souber conduzir, partilhar a tarefa da condução.

    Quem realiza grandes viagens durante a noite deverá prestar especial atenção, pois deverão iniciá-las tendo descansado adequadamente e levando ao lado uma companhia sempre acordada.

    Antes de iniciar uma viagem longa, o condutor e os acompanhantes deverão mentalizar-se que irá durar várias horas. Não são convenientes as metas de tempo ou de velocidade porque obrigam, inconscientemente, a assumir riscos desnecessários.

    Os condutores profissionais de longas distâncias ou os de jornada prolongada na cidade deverão descansar após 4 horas de trabalho, intercalando um período de 2 a 4 horas como pausa.

    Em rotas longas, o turno de 2 condutores é indispensável, sobretudo durante a noite.

    Devemos recordar os nossos pacientes que se vão conduzir não podem beber álcool, quer tomem medicamentos ou não.

    Não se deve conduzir se não se tiver realizado o adequado descanso noturno.

    As condutoras com fibromialgia, queixosas e cansadas, com dificuldades ao volante, deverão ser aconselhadas a não conduzir.

    Recomendações para uma higiene ordenada do sono:
    • Fazer exercício regular e moderado.
    • Estabelecer horários de sono sem sestas.
    • Evitar os jantares pesados, o café, as bebidas estimulantes e o tabaco.
    • Vigiar as condições de luz, temperatura e barulho do quarto.
    • Evitar trabalhar ou ver televisão na cama.

    Fonte: www.medicosporlaseguridadvial.com

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