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    Exercícios ajudam a reduzir frequência e volume do ronco

    Exercícios ajudam a reduzir frequência e volume do ronco

    Técnica do Incor pode ser feita até três vezes por dia e ameniza bastante o problema

    Você já passou pela situação chata de tentar dormir, mas ser impedido pelo ronco de outra pessoa? Se isso nunca aconteceu, agradeça, porque estudos apontam que cerca de 54% da população adulta ronca. E o distúrbio, que afeta mais obesos, idosos e mulheres na pós-menopausa, só deve aumentar, já que a população do Brasil continua engordando e envelhecendo.

    A boa notícia é que com o tratamento certo é possível tornar mais tranquila a noite de sono tanto do roncador quanto de quem dorme por perto. Pesquisadores do Laboratório do Sono do Instituto do Coração (Incor) do Hospital das Clínicas de São Paulo desenvolveram uma técnica que, praticada diariamente e com orientação de fonoaudiólogo, reduz a frequência e a altura do ronco até ele se tornar quase imperceptível, em alguns casos.

    A nova técnica é efetiva também no tratamento da apneia do sono de grau leve e moderado, diminuindo o número de engasgos durante a noite. A técnica do Incor consiste numa série de exercícios para fortalecer os músculos envolvidos direta ou indiretamente na produção do ronco e na apneia.

    Inédito

    “Até hoje não havia registro científico de um tratamento que combinasse eficácia nos resultados e facilidade para a adesão do paciente à terapia. Acreditamos que a técnica brasileira está tendo essa repercussão por unir essas duas características”, afirma o pneumologista Geraldo Lorenzi Filho, diretor do Laboratório do Sono que orientou a pesquisa de desenvolvimento da técnica antirronco.
    A pneumologista Jéssica Polese, especialista em Medicina do Sono, explica que a técnica é benéfica quando associada a tratamentos já existentes. “Tomara que os fonoaudiólogos do Espírito Santo pesquisem mais a respeito”, comenta ela.

    “São exercícios simples da fonoaudiologia, que já ajudam bastante. Quando você faz essa sequência, os resultados mostram que há uma redução boa no ronco, com relação às pessoas que não se exercitam”, afirma.

    Exercícios

    Mas para que os exercícios sejam feitos da forma correta, é essencial o acompanhamento profissional. “Embora seja de fácil execução e não tenha qualquer contraindicação, os exercícios devem ser prescritos, orientados e acompanhados por profissionais especializados”, reforça a fonoaudióloga Vanessa Ieto, autora do estudo que resultou na nova técnica.

    “Ao fazer o movimento errado, serão trabalhados músculos que nada têm a ver com o fim do ronco”, explica a especialista.

    Aprenda a fazer os exercícios abaixo

    1 – Empurrar a língua contra o céu da boca e depois deslizá-la para trás.
    2 – Sugar a língua para cima, deixando-a pressionada por completo contra o céu da boca.
    3 – Forçar a parte posterior da língua contra o “chão” da boca, mantendo a sua ponta em contato com os dentes incisivos inferiores.
    4 – Elevar a parte de trás do céu da boca e a úvula (conhecida popularmente como “campainha”) enquanto diz a vogal “A”.
    5 – Posicionar o dedo na parte interna da bochecha entre os dentes e pressionar a bochecha para fora (fazer isso de cada lado da boca).
    6 – Durante a alimentação, manter uma mastigação bilateral alternada e deglutição usando a língua no céu da boca.

    Quando fazer

    Faça os exercícios durante cerca de oito minutos, sem pressa. E lembre-se de repetir, pelo menos, três vezes ao dia. Para facilitar a adesão do paciente ao tratamento, procure incorporar os exercícios às atividades rotineiras (no percurso para o seu trabalho, por exemplo).

    Fonte: Incor / A GAZETA
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