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    Problemas com o sono: quase 70% dos capixabas têm vontade de dormir durante o dia

    Para especialistas, os números são alarmantes, uma vez que a pesquisa foi feita com trabalhadores da indústria, comércio e prestação de serviços.

    Os trabalhadores do Espírito Santo podem estar com problemas de sono. Sessenta e nove por cento deles têm vontade de dormir durante o dia, ou seja, no período produtivo. “O capixaba está dormindo pouco. Quanto menos ele dorme, maior a chance de acidentes no trabalho”, afirma a mestre em Medicina do Sono Jessica Fábia Polese, do Instituto Vivera, que encomendou o levantamento à Enquet.

    Segundo a médica, que encomendou os estudos juntamente com o odontólogo do sono Rowdley Robert Rossi, os números são alarmantes, uma vez que a pesquisa foi feita com trabalhadores da indústria, comércio e prestação de serviços.

    “Isso é um grande problema, porque 45% deles trabalham com algum tipo de equipamento que requer atenção. Imagine o risco de acidente de trabalho”, diz a especialista.

    De acordo com a pesquisa, 40% dos capixabas com idade economicamente ativa – dos 18 até os 55 anos–, já se sentem cansados ao acordar. A maior reclamação veio das mulheres, que representam 44% do total de entrevistados. “Parece que as mulheres estão sofrendo muito mais. Acredito que pela sobrecarga ao unir trabalho e cuidados com a casa e os filhos”, opina a médica.

    dicas

    Mas vale lembrar que essa vontade de dormir não está ligada aos horários fisiológicos de sensação de sono. Segundo Jessica Polese, após o almoço e por volta das 18h é quando acontece a liberação de hormônio no organismo que ajuda na sonolência. “Mas esse é um sono que você pode resistir. Se for incapacitante é preciso investigar”.

    Doentes

    A mestre alerta, ainda, para o número de pessoas que já estão doentes. A pesquisa aponta que 50% dos trabalhadores estão com alguma doença grave. “A maior parte é cardiovascular, e as principais são hipertensão, derrame, diabetes, depressão e dor muscular por doenças como as causadas por esforço repetitivo.

    As mulheres reclamaram que sofrem mais de doenças como hipertensão, dor e depressão. Já os homens entram no quadro do diabetes e derrame. “O ideal é a pessoa dormir um período de sete horas e meia até nove horas. Pessoas que dormem pouco têm mais doenças como depressão, hipertensão, obesidade. A atividade psicológica fica atrapalhada e surgem problemas de concentração. A longo prazo, dormir pouco provoca efeitos gravíssimos”, alerta.

    Os principais motivos da privação do sono são insônia e apneia, nos casos de doença. “Mas há pessoas que simplesmente resolveram dormir menos tempo por não saber das consequências de dormir pouco”.
    Jessica analisa que esses trabalhadores devem ser orientados a partir de um diagnóstico realizado através da polissonografia – teste utilizado no estudo do sono e de suas variáveis fisiológicas. “A empresa tem que ajudar. Afinal, também é interesse dela não ter registro de acidente”, argumenta.

    O perfil

    55% são homens

    44%são mulheres

    69% das pessoas em idade produtiva têm vontade de domir durante o dia

    45% trabalham com equipamento que exige atenção

    50% apresentam alguma doença recente, principalmente cardiovascular.

    18% hipertensão

    1,1% derrame

    5% diabetes

    7% depressão

    17,1% dor muscular

    40% já se sentem cansados ao acordar

    37% roncam

    34% dormem menos que seis horas

    33% têm dificuldade para iniciar ou manter o sono

    23% trabalham mais que 10 horas por dia

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