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    Tratamento do sono em motoristas pode diminuir números de acidentes no trânsito

    Após o acidente em que a estudante e ginasta capixaba Eduarda Mello Queiroz, de 17 anos, morreu, várias causas foram apontadas como o motivo do acidente. Entre elas, está a possibilidade do motorista Luiz Felipe Morovewsky Costa – que está internado em estado grave no Hospital São Lucas, em Vitória – ter dormido ao volante. Assim como neste caso, vários acidentes são causados pela sonolência de motoristas. 

    Segundo a especialista em Pneumologia e Medicina do Sono, Jessica Polese, é possível detectar e tratar os distúrbios do sono, que é causa importante da sonolência e fadiga de alguns indivíduos, levando ao erro e acidentes. “Além disso, é possível avaliar a condição de alerta antes do trabalho, a fim de documentar os indivíduos, que apresentem sinais de cansaço e sonolência, e com isso impedir que iniciem a viagem”, explicou a médica.



    Mudanças

    Como resposta ao grande número de acidentes automobilísticos, a legislação atual tem buscado estratégias para reduzir a fadiga e sonolência em quem dirige e consequentemente os acidentes. Entre as medidas está a avaliação da qualidade de sono, por meio da Polissonografia, conhecida como exame do sono, para os condutores com probabilidade de Apneia do Sono.

    “De acordo com as regras do Denatran, os médicos responsáveis pela avaliação dos motoristas profissionais podem exigir a realização da polissonografia para a liberação da carteira de habilitação, com a finalidade de diagnosticar e tratar a causa da sonolência, evitando assim a ocorrência de mais acidentes”, contou Jessica Polese.

    Outra medida que visa proteger o motorista da fadiga é a nova carga horária de trabalho, com necessidade de intervalos de descanso. “Com essa implementação, acreditamos que, apesar das dificuldades, haverá melhora no número de acidentes”, concluiu. 

    Lei de descanso para caminhoneiros pode dar menos prejuízos para empresas
    Com nova regra, o cansaço nos motoristas deve ser menor e os números de acidentes com caminhões e erros cometidos por eles devem diminuir

    Muitos acidentes de trânsito são causados por caminhoneiros que dirigem cansados para entregar a carga a tempo. Para tentar diminuir essa estatística, o Conselho Nacional de Trânsito está fiscalizando o descanso no intervalo das viagens destes motoristas. A regulamentação estabelece uma pausa de 30 minutos a cada quatro horas de viagem e 11 horas de descanso por dia.

    A especialista em Medicina do Sono, Jessica Polese, alerta que o cansaço em qualquer profissão pode gerar erros graves, tanto para os funcionários quanto para as empresas. “A fadiga pode causar aumento do erro humano, redução na capacidade de trabalho, na segurança e também na produtividade da pessoa. Para o perfeito desempenho de uma atividade profissional, é necessária condições adequadas de trabalho, bem como boa qualidade de sono e vida psicosocial equilibrada. Quando, por algum motivo, ocorre um mau funcionamento em alguma dessas condições, o resultado aparece na saúde, refletindo diretamente no rendimento e ocorrendo ausência no trabalho”, explicou.

    Os caminhoneiros, que ganham por entrega, não concordam com a nova lei. Para a médica Jessica Polese, o incentivo para o cumprimento das regras deve partir das empresas, já que sofrem grandes prejuízos. “O afastamento do trabalho e as doenças do empregado resultam em alto custo financeiro para o empregador de maneira direta, pela ausência do funcionário na empresa, mas também de maneira secundária pelo baixo rendimento nas atividades e maior probabilidade de erro”, avaliou.

    Jéssica ainda informou que o resultado da manutenção da saúde do indivíduo resulta em menor falta ao trabalho e, com isso menor custo direto e indiretamente para a empresa.

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